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A cura

Paracelsus: "O que cura é o amor."

Conhece a vida das árvores? (Vídeos)

Quarta-feira, 21.02.18

Nos últimos anos a ciência tem comprovado que as árvores e o homem têm muito mais em comum do que poderíamos imaginar. Assim como nós, elas se comunicam, mantêm relacionamentos, formam famílias, cuidam dos doentes e dos filhos, têm memória, defendem-se de agressores e competem ferozmente com outras espécies – às vezes, até com outras árvores da mesma espécie. Algumas são naturalmente solitárias, enquanto outras só conseguem viver plenamente se fizerem parte de uma comunidade. E, assim como nós, cada uma se adapta melhor a determinado ambiente.

Imagem: attraverso-le-pagine.

 

Uma curiosidade incrível que os cientistas descobriram, é que as árvores já utilizam há muitos séculos a WWW, sim, algo simular à nossa World Wide Web. Elas comunicam entre si através de uma rede fúngica do subsolo, onde as suas raízes se estendem por quilómetros. E nós andamos a destruir as florestas e as árvores...

 

1. Amizades

Há alguns anos, encontrei pedras estranhas cobertas de musgo em uma das antigas matas de faia da nossa reserva. Tinham um formato curioso, levemente curvado, com reentrâncias. Quando levantei um pouco da camada de musgo, descobri que, na verdade, eram cascas de árvore. Ou seja, não eram pedras, mas madeira velha. Em solo húmido a madeira de faia apodrece em poucos anos, por isso fiquei surpreso ao constatar como aqueles pedaços eram duros.
O que me espantou de verdade, porém, foi perceber que era impossível erguê-los. Pareciam presos ao solo. Com cuidado, usei um canivete para raspar um pouco da casca e revelei uma camada verde. Essa cor só aparece quando há clorofila, que existe nas folhas frescas e é armazenada nos troncos das árvores vivas.
Os pedaços de madeira não estavam mortos. Logo depois notei que as outras “pedras” formavam um círculo de 1,5m de diâmetro, e uma imagem lógica surgiu na minha cabeça: eram os restos de um tronco de árvore gigantesco e ancestral.
Só havia vestígios de suas bordas externas. Toda a parte interna já havia virado húmus – um claro indício de que o tronco provavelmente foi derrubado há 400 ou 500 anos. Mas como aquelas sobras ficaram tanto tempo vivas? Afinal, suas células precisam receber nutrientes (na forma de açúcar), respirar e crescer pelo menos um pouco. Sem folhas isso é impossível, pois elas não conseguiriam realizar a fotossíntese. Nenhum ser vivo deste planeta aguenta séculos de jejum, e isso também vale para restos de árvores – ao menos para troncos abandonados à própria sorte. (...)

 

Mas por que razão são as árvores seres assim tão sociais? Por que motivos partilham o seu alimento com as suas companheiras, cuidando assim tão bem da concorrência? As razões são as mesmas que conhecemos das sociedades humanas: juntos somos mais fortes. Uma árvore não faz uma floresta, não é capaz de criar um clima local equilibrado, é vulnerável ao vento e às condições meteorológicas. Pelo contrário, muitas árvores juntas logram formar um ecossistema, capaz de mitigar o calor e frio extremos, de armazenar toda uma quantidade de água e de produzir ar bastante húmido. É neste tipo de ambiente que as árvores são capazes de viver protegidas e por muitos anos.
E para alcançá -lo, a comunidade tem de preservar -se custe o que custar. Se cada exemplar apenas cuidasse de si próprio, então alguns não atingiriam uma idade avançada. Mortes constantes teriam como resultado grandes intervalos no copado florestal, facilitando a entrada de tempestades que poderiam derrubar ainda mais troncos. O calor estival penetraria até ao chão da floresta, secando -o, para prejuízo de todos. Por conseguinte, cada árvore é valiosa para a comunidade e merece ser preservada o mais possível. Daí que até os exemplares doentes sejam apoiados, sendo abastecidos de nutrientes até ficarem bons outra vez. Pode ser que da próxima vez seja ao contrário e seja a árvore que agora ajuda a necessitar por seu lado de auxílio. (...)

 

Em A vida secreta das árvores, o engenheiro florestal alemão Peter Wohlleben alia seus 20 anos de experiência às últimas descobertas científicas para examinar o dia a dia desses seres fantásticos. Com um ponto de vista surpreendente e inovador, o livro se tornou um fenômeno na Alemanha, entrou para a lista de mais vendidos do The New York Times e teve seus direitos negociados para 18 países. Essa viagem fascinante pela vida das árvores e florestas é um convite a repensarmos nossa relação com a natureza.

 

Todos os países, sobretudo os que sofrem de secas e incêndios florestais, necessitam urgentemente de ler este livro.

Desse modo olharão para as árvores com outros olhos.

 

A vida secreta das árvores:

 

 

 

Uma das mais velhas árvores (conhecidas) do planeta com 3350 anos vive em Portugal:

 

PLANTAR ÁRVORES É UM MODO DE TORNAR O PLANETA MAIS HABITÁVEL

 

Fonte:

Pergaminho

Autoria e outros dados (tags, etc)

A água é de todos


2 comentários

De Anónimo a 21.02.2018 às 10:42

Os ministros e governos deviam ler urgentemente o livro e ficariam logo a compreender porque há tantos incêndios em Portugal. A seca deixaria de existir se seguissem o raciocínio do engenheiro florestal alemão Wohlleben.
São os governos e outros que andam a destruir o país.

De Anónimo a 21.02.2018 às 20:14

A corrupção altíssima em Portugal

O índice da perceção de corrupção mostra que Portugal é visto como tendo administrações públicas mais corruptas do que, por exemplo, o Chile ou os Emirados Árabes Unidos.

A organização não-governamental Transparency International – que tem um ‘braço’ português em tempos liderado por Paulo Morais, antigo candidato à Presidência da República – divulgou esta quarta-feira o índice anual de perceção da corrupção, onde, como é costume, Portugal sai razoavelmente mal na fotografia. Pelo menos em termos das economias desenvolvidas.

Dos 180 países e territórios avaliados, Portugal fica em 29º lugar, com a Nova Zelândia em 1º e a Dinamarca em 2º, numa lista onde mais de dois terços estão abaixo dos 50 pontos, ou seja, do lado errado do índice. A vizinhança não ajuda: Espanha está na 42ª posição. Ainda em relação a Portugal, há uma singularidade: é o primeiro país da Europa do sul a surgir no ranking. Depois do primeiro lugar da Nova Zelândia, o índice é totalmente dominado pela Escandinávia e pelo norte da Europa: Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia – com a ‘intromissão’ da Suíça e de Singapura.

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