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Jardins de chuva surgem por São Paulo

Quarta-feira, 02.05.18

Um grupo de activistas ambientais estão literalmente quebrando o asfalto e o concreto para não apenas deixar São Paulo mais verde, como também um pouco mais permeável. Para isso, estão utilizando uma técnica simples de permacultura e desenho urbano, os jardins de chuva. A solução é bastante óbvia, porém raramente utilizada.

Foto: ciclovivo

 

O jardim de chuva foi criado pelo africano Phiri Maseko, conhecido por ser “o homem que plantava chuva” . Desde então, o método foi espalhado e aprimorado em diferentes lugares do mundo. 

 

Como funciona um jardim de chuva
Os canteiros de chuva são construídos em um nível ligeiramente mais baixo que as calçadas e ruas, permitindo assim a entrada e o acúmulo de água. Para ele funcionar na estrutura das cidades, é necessário criar aberturas no meio fio, que podem ser feitas por canos ou com um simples espaçamento entre as barreiras de concreto. É importante escolher uma vegetação mais resiliente e nativa, que suporte receber muita água por um tempo e pouca água no período de seca. Desta forma, o canteiro se torna auto-sustentável, não havendo a necessidade de rega. O ideal é cobrir o canteiro com pedra ou madeira, eles mantêm a (h)umidade do solo e também não deixam que a terra seja levada pela água durante as enxurradas.

Foto:ciclovivo

 

Plantando chuva em São Paulo
Nik Sabey é um dos responsáveis pelos primeiros jardins de chuva da cidade. Ele já deixava a cidade mais verde com seu projeto Novas Árvores por Aí, porém, depois que descobriu a técnica do jardim de chuva com o engenheiro Guilherme Castagna, não viu mais sentido em criar canteiros de outra maneira. “A vontade de plantar já existia e de repente aprendemos uma solução tão óbvia, que não teria por que não aplicar,” disse Sabey em entrevista ao CicloVivo.

“Os benefícios do jardim de chuva são inúmeros. Ele alimenta o lençol freático, irriga as plantas e árvores, poupa água, aumenta a umidade do ar por meio da transpiração das plantas, diminui ilhas de calor e ainda de quebra ajuda a combater enchentes,” ressaltou o activista. “Além disso, as árvores crescem muito mais saudáveis, tendo menos chance de serem atacadas por cupins e outras pragas, aumentando assim sua resistência e longevidade.”

Sabey, junto com parceiros, como o botânico Ricardo Cardim e Sérgio Reis, já desenvolveu diversos jardins de chuva em calçadas, canteiros, rotatórias e até mesmo em ruas, literalmente quebrando o asfalto. Recentemente, ele construiu uma solução bastante interessante no bairro de Moema, um canteiro na rua, paralelo à calçada, onde carros passavam o dia estacionados. Foram aplicadas ainda chapas de metal para ampliar a calçada, que antes era muito estreita, criando um ambiente muito mais amigável para pedestres e moradores do bairro.

O activista também já transformou rotatórias nos bairros de Pinheiros, Vila Mariana e Mooca. Ele conta com a ajuda da prefeitura, que autoriza a obra e também quebra o concreto. O restante do trabalho é feito por ele e seus parceiros.

Um bom exemplo de aplicação da técnica na cidade é o do Largo das Araucárias, no bairro de Pinheiros. Lá existia apenas escombros de uma antiga construção e muito entulho. Hoje, é uma linda praça feita pela iniciativa dos ambientalistas que também ganhou um canteiro de chuva. Neste caso, os activistas contaram com o projecto da empresa Fluxo Design, que é especialista no assunto.

 

Redesenhando os jardins e canteiros das cidades
O jardim de chuva é uma óptima solução de urbanismo, pois traz um desenho inteligente para as cidades. Em regiões áridas, ele pode ajudar a trazer o verde e a (h)umidade de volta. Já em locais úmidos, ajuda a reduzir enchentes.

Os canteiros de chuva poderiam ser aplicados em larga escala se fossem inclusos como norma nos manuais de obras e manutenção de prefeituras. Um bom exemplo de sua aplicação em cidades é o projecto de revitalização da vegetação da Marginal do Rio Pinheiros, desenvolvido pelo botânico Ricardo Cardim. Ele utilizou o método ao longo de um canteiro central que divide a via e que irá receber diversas árvores e vegetação nativa, garantindo a irrigação e a recarga do lençol freático na várzea do rio.

“Não faz nenhum sentido impermeabilizar tudo e depois construir um piscinão. Se houvessem muitos canteiros de jardins de chuva, poderíamos facilmente combater as enchentes,” finaliza Sabey.

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