Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


calendário

Agosto 2018

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031

Pesquisar

 

Mais sobre mim

foto do autor


Mensagens


Comentários recentes

  • Anónimo

    Já conhecia essa localidade e continua a ser inter...

  • Anónimo

    Pois mas aquilo não é uma mulher mas sim uma gaja ...

  • Anónimo

    Também acho.


Notas





BPT


Atenção: Este blogue, não visa substituir o seu técnico de saúde de sua confiança!

As informações contidas neste blogue não substitui de forma alguma a consulta de um profissional de saúde de sua confiança. Consulte sempre o seu profissional de saúde sobre qualquer assunto relativo à sua saúde e bem-estar, bem como os seus tratamentos e outros. Embora sejam tomados cuidados para as informações contidas neste blogue estejam correctas, algumas informações nos artigos deste blogue podem conter erros dos mais variados aspectos, pelo qual este blogue não se responsabiliza de nenhuma forma. Somente uma visita física ao seu técnico de saúde lhe pode fornecer as informações e cuidados que melhor se adequam a si/vc. As informações contidas neste blogue não se destinam a serem usadas como um substituto ou aconselhamento profissional. Quaisquer dúvidas ou preocupações que você tenha sobre sua saúde devem ser discutidas com seu técnico de saúde. Por favor, note que a informação sobre a saúde está a mudar constantemente. Portanto, algumas informações podem estar desactualizadas. Os comentários publicados são da responsabilidade dos seus autores e dos leitores que dele fizerem uso. Os comentários não reflectem a opinião do blogue. Ao visitar este blogue você concorda com estes termos.


A cura

Paracelsus: "O que cura é o amor."

Porque ardeu tanto Portugal nos ultimos 50 anos?

Quarta-feira, 15.08.18

Portugal continua a ser recordista europeu a nível de incêndios

Ano após ano, Verão após Verão, as catástrofes multiplicam-se, os gritos de raiva ecoam e… nada se faz. No Verão seguinte volta tudo a acontecer e todos nos queixamos de novo. Pedimos mais meios, mais aviões, mais apoio aos bombeiros… mas poucos se concentram no problema de fundo… como resolver o problema de uma vez por todas?

A solução pode parecer radical. Pode até parecer impossível. No entanto, é a solução natural e colocá-la em prática seria devolver a Portugal a sua paisagem natural. E por quê? Porque Portugal nunca foi um país de pinheiros nem de eucaliptos.

 

Explicando…

A floresta portuguesa sofreu diversas alterações ao longo dos séculos. Há alguns milhões de anos atrás, por exemplo, a floresta de Portugal Continental era muito semelhante à floresta que hoje ainda persiste na Ilha da Madeira.

Foto:vortexmag.
Laurissilva da Madeira

 

O clima começou a mudar e algumas espécies começaram a extinguir-se. Outras, mais resistentes ao calor e aos incêndios típicos do Verão (sim, já havia incêndios há milhares de anos) começaram a implantar-se em força no território nacional.

Com o passar dos séculos, a Natureza encarregou-se de fazer de Portugal um país rico em floresta resistente ao calor e aos incêndios. O que aconteceu entretanto? Aconteceu que o Homem alterou essa floresta.

melhores trilhos do GerêsFoto:vortexmag.
Parque Nacional Peneda Gerês

 

Convém esclarecer que o pinheiro já existia em Portugal há uns séculos e era usado, sobretudo, na zona litoral, para conter o avanço das dunas. O famoso Pinhal de Leiria, mandado plantar por D. Dinis é disso um exemplo.

Apesar disso, o pinheiro sempre se limitou mais ao litoral do país. O resto era povoado por carvalhos, castanheiros, sobreiros, azinheiras, nogueiras, medronheiros, etc… A população convivia naturalmente com esses recursos naturais. Antes da chegada à Europa da batata, vinda da América, a castanha era a base da alimentação de grande parte da população, por exemplo.

Foto:vortexmag.
Rio Arado

 

A mancha florestal portuguesa sofreu uma queda acentuada com a chegada dos Descobrimentos. A necessidade do abate de árvores para a construção de naus e caravelas levou a uma devastação tão acentuada que, séculos mais tarde e até aos anos 30 do século passado, a floresta ocupava apenas 10% do território nacional. Estima-se, por exemplo, que mais de 5 milhões de carvalhos tenham sido abatidos para fornecer madeira para a construção das naus e caravelas. A machadada final deu-se com o abate de ainda mais árvores para fornecer madeira para as linhas de comboio.

Nos anos 30 do século XX, a paisagem portuguesa era desoladora, as montanhas estavam nuas ou apenas cobertas de mato, a floresta era quase inexistente. Foi então que, por iniciativa do governo, se procedeu à plantação massivo de pinheiro bravo em todo o norte e centro de Portugal Continental.

Foto:vortexmag.
Serra da Freita – Rui Videira

 

Como muita gente já deve ter percebido, os incêndios no Alentejo são muito raros. Por quê? Porque no Alentejo, a floresta continua a ser praticamente a original, constituída por sobreiros e azinheiras, resistentes ao fogo.

Décadas mais tarde, nos anos 80, dá-se início à plantação massiva de eucaliptos, espécie vinda da Austrália. A presença de eucaliptos cresceu a um ritmo alucinante devido ao seu elevado valor comercial para as empresas de celulose.

Estes dois erros cruciais, a plantação massiva de pinheiros nos anos 30 e a plantação massiva de eucaliptos nos anos 80, formaram a paisagem portuguesa tal como ela é hoje, sobretudo a norte e ao centro do país.

          Foto:vortexmag.                                                                                                                                                                                                                                   

O problema é que estas duas árvores não são típicas do território português nem estão preparadas para resistir a um incêndio. Em vez disso, são altamente inflamáveis e servem de combustível para as chamas avançarem ainda mais.

Podemos reclamar todos os anos e pedir mais apoio para os bombeiros, pedir mais meios aéreos para combater os incêndios, denunciar a corrupção e os negócios de quem ganha dinheiro quanto a floresta arde. Nada disso será uma solução a longo prazo.

Foto:vortexmag.
Mata da Margaraça

 

A solução a longo prazo é olhar para os erros cometidos em larga escala quando se decidiu apostar no pinheiro e no eucalipto. A solução a longo prazo é olhar, por exemplo, para a Mata da Margaraça, perto da Serra do Açor. Deixamos aos nossos governantes o apelo: se têm uma visão de futuro para este país, vão ver a Mata da Margaraça e percebam que a solução é eliminar pinheiros e eucaliptos e voltar a fazer da floresta portuguesa aquilo que ela era há uns séculos atrás: uma imensa Mata da Margaraça, linda, verde, variada… e resistente a incêndios.

 

A MATA DA MARGARAÇA - PORTUGAL, UMA MATA PRIMITIVA

EUCALIPTO SECA VÁRIAS REGIÕES LATINAS

ALTERNATIVAS AOS INCÊNDIOS E AO EUCALIPTO

OS EUCALIPTOS E A DESGRAÇA PORTUGUESA

OS PORTUGUESES NÃO APRENDERAM COM O TERRÍVEL ACONTECIMENTO DE 2017?

QUIRI, UMA ÁRVORE COM FUTURO

INICIATIVA: ALDEIA DECIDE ARRANCAR OS EUCALIPTOS PARA EVITAR OS FOGOS

INCÊNDIO: A ÁRVORE MEDITERRÂNICA QUE RESISTE AO FOGO

PORQUE ARDE PORTUGAL MAIS DO QUE TODO O RESTO DA EUROPA?!?

 

De Vortexmag

Autoria e outros dados (tags, etc)

A água é de todos








Ciência Iniciática

O espírito domina a matéria.