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Atenção: Este blogue, não visa substituir o seu técnico de saúde de sua confiança!

As informações contidas neste blogue não substitui de forma alguma a consulta de um profissional de saúde de sua confiança. Consulte sempre o seu profissional de saúde sobre qualquer assunto relativo à sua saúde e bem-estar, bem como os seus tratamentos e outros. Embora sejam tomados cuidados para as informações contidas neste blogue estejam correctas, algumas informações nos artigos deste blogue podem conter erros dos mais variados aspectos, pelo qual este blogue não se responsabiliza de nenhuma forma. Somente uma visita física ao seu técnico de saúde lhe pode fornecer as informações e cuidados que melhor se adequam a si/vc. As informações contidas neste blogue não se destinam a serem usadas como um substituto ou aconselhamento profissional. Quaisquer dúvidas ou preocupações que você tenha sobre sua saúde devem ser discutidas com seu técnico de saúde. Por favor, note que a informação sobre a saúde está a mudar constantemente. Portanto, algumas informações podem estar desactualizadas. Os comentários publicados são da responsabilidade dos seus autores e dos leitores que dele fizerem uso. Os comentários não reflectem a opinião do blogue. Ao visitar este blogue você concorda com estes termos.


A cura

Paracelsus: "O que cura é o amor."

Tratado de Paz

Quarta-feira, 15.03.17

Tratado de Paz

 Como praticar a Arte de Viver Conscientemente!


Para que possamos viver muito tempo juntos e felizes, para que possamos aperfeiçoar e aprofundar continuamente o nosso Amor e a nossa Compreensão, nós, abaixo assinados, prometemos observar e praticar o seguinte:

Eu, que estou zangado, concordo em:

Abster-me de dizer ou de fazer algo que possa causar maiores danos ou contribuir para aumentar a raiva.
Não reprimir a minha raiva.
Praticar a respiração e procurar refúgio na ilha que existe dentro de mim.
Com toda a calma, dentro de vinte e quatro horas, falar a respeito da minha raiva e do meu sofrimento com quem os provocou, verbalmente ou entregando um Bilhete de Paz.
Solicitar um encontro mais no final da semana (por exemplo, sexta-feira à noite) a fim de discutir a questão mais profundamente, verbalmente ou por meio de um Bilhete de Paz.
Não diga: “Não estou zangado. Está tudo em ordem... Não estou sofrendo. Não há motivo para eu estar zangado, pelo menos não há motivo suficiente para me deixar zangado”.
Praticar a respiração e analisar profundamente minha vida diária– quando estiver sentado, deitado, de pé e andando– a fim de reconhecer:As maneiras pelas quais fui, às vezes, pouco habilidoso.
Como, devido à minha energia habitual, feri a outra pessoa.
Como a semente da ira, muito forte em mim, é a causa primordial da minha raiva.
Como o sofrimento da outra pessoa, que rega a semente da minha ira, representa a causa secundária.
Como a outra pessoa está apenas procurando aliviar o seu próprio sofrimento.
Que, enquanto a outra pessoa estiver sofrendo, não posso realmente ser feliz.
Desculpar-me imediatamente, sem esperar até sexta-feira à noite, assim que me der conta da minha falta de tato e de compreensão.
Adiar o encontro de sexta-feira se eu não me sentir suficientemente calmo para me encontrar com a outra pessoa.
Eu, que deixei o outro zangado, concordo em:

Respeitar os sentimentos da outra pessoa, não ridicularizá-la e lhe conceder o tempo que for necessário para se acalmar.
Não forçar uma discussão imediata.
Aceitar o pedido de um encontro, verbalmente ou por escrito, e assegurar à outra pessoa que estarei lá.
Praticar a respiração, procurando refúgio na ilha que existe dentro de mim, para ver que:Possuo sementes de maldade e de ira, assim como a energia habitual de tornar a outra pessoa infeliz
Pensei erroneamente que, fazendo o outro sofrer, aliviaria minha própria dor
Fazendo o outro sofrer, provoco o meu sofrimento
Desculpar-me assim que me der conta de minha falta de tacto e de compreensão, sem fazer qualquer tentativa para justificar-me e sem esperar pelo encontro de sexta-feira.
Nós, tendo o senhor Buda por testemunha e a presença vigilante do Sangha, juramos respeitar esses artigos, cumprindo-os de todo o Coração. Invocamos as Três Gemas para nossa Protecção e para nos conceder Confiança e Lucidez.

Firmado_______________.
No_______ Dia de_______
no Ano de____.em_______.
Quando nos enraivecemos, não nos parecemos em nada com uma bela flor. Parecemos mais uma bomba prestes a explodir. Centenas de músculos de nossa face tornam-se tensos. Pelo facto de suscitarmos tanto sofrimento quando nos zangamos ou nos aborrecemos, nós em Plum, recentemente esboçamos um Tratado de Paz, que os indivíduos e os casais podem assinar perante o Sangha para reforçar a probabilidade de lidarmos bem com nossa raiva. Não se trata apenas de um pedaço de papel; é uma prática que nos ajudará a viver felizes e mais tempo juntos. O tratado é composto de duas partes – uma para a pessoa que está enraivecida e outra para a pessoa que provocou a raiva. Quando ficamos zangados ou quando alguém se zanga connosco, se obedecermos aos termos do Tratado de Paz, saberemos exactamente o que fazer ou não.

De acordo com o primeiro artigo, concordamos que, quando zangados, nos absteremos de fazer ou de dizer qualquer coisa que possa suscitar mais dano ou contribuir para aumentar a raiva. Quando sabemos que estamos enraivecidos, impomos a nós mesmos uma espécie de moratória nas palavras e nas acções.

No segundo artigo, concordamos em não reprimir nossa raiva. No momento apropriado, diremos algo, mas não imediatamente. O período mínimo de espera corresponde a três respirações conscientes. Se não esperamos pelo menos esse tempo, é melhor não exprimir nossos sentimentos com respeito à nossa raiva.

No terceiro artigo, concordamos em praticar a respiração com nossa raiva e a procurar refúgio na ilha que existe dentro de nós. Sabemos que a raiva está presente. Não a reprimimos nem a negamos. Nós cuidamos dela por meio da respiração consciente, envolvendo-a nos braços amorosas da plena consciência. Sentamos em silêncio ou caminhamos, talvez em meio à natureza. Se precisarmos de meia hora, despenderemos meia-hora. Se precisarmos de três horas, praticaremos a respiração durante três horas.

O Buda disse a seus discípulos:

Meus amigos, não contem com nada fora de vocês mesmos. Sejam uma ilha para si mesmos e busquem refúgio na ilha de seu ser.
Em momentos difíceis, quando não sabemos o que fazer, este é um maravilhoso exercício a ser praticado. Se eu estivesse em um avião prestes a cair seria isso o que eu faria. Se executarmos bem a nossa prática, nossa ilha terá árvores, pássaros, um lindo riacho e uma terra muito sólida. A essência de um Buda está na consciência. A respiração consciente equivale ao dharma vivo, melhor que qualquer livro. O Sangha está presente em cinco elementos que compreendem o nosso eu:

Na forma
No sentimento
Na percepção
Nas formações mentais
Na consciência
Quando estes elementos estão em harmonia, gozamos de paz e de alegria. Quando praticamos a respiração consciente e criamos em nós mesmos a consciência plena, o Buda está presente. Se voltarmos e descobrirmos o Buda dento de nós, estaremos salvos.

De acordo com o quarto artigo do tratado, temos até vinte e quatro horas para nos acalmar. Então devemos dizer a outra pessoa que estamos zangados. Não temos o direito de guardar a nossa raiva além deste tempo. Se o fizermos, ela se torna peçonhenta e pode nos destruir e destruir a pessoa que amamos. Se estivermos habituados à prática, estaremos prontos a falar com ela em cinco ou dez minutos, mas o período máximo é de vinte e quatro horas. Podemos dizer: Querido amigo, o que você me disse me deixou furioso. Sofri muito e quero que você saiba disso.

De acordo com o quinto artigo, terminamos com esta frase: Espero que na sexta-feira à noite tenhamos ambos a chance de examinar cuidadosamente essa questão. Então, marcamos um encontro. Sexta-feira à noite é um bom momento para desactivar todas as bombas, grandes ou pequenas, de forma de teremos todo o fim de semana para aproveitar. Se sentirmos que ainda não estamos seguros para falar, que não nos sentimos capazes de fazê-lo de uma maneira calma, e o prazo final de vinte e quatro horas se aproxima, podemos usar este Bilhete de Paz:

Data:
Hora:
Querido: ____________
Esta manhã (tarde), você disse (fez) algo que me deixou furioso. Sofri muito. Quero que você saiba disso. Você disse (fez): ...
Por favor, vamos ambos ver o que você disse (fez) e analisar o assunto juntos, com franqueza e tranquilidade, esta sexta-feira à noite.
Subscrevo-me
Não muito feliz no momento,
___________________
Se optarmos por este bilhete, temos que ter certeza de que a outra pessoa o receberá antes do prazo final. Não podemos nos contentar com: “Eu pus o bilhete sobre a sua mesa e você nem abriu, então a culpa é sua”. Isso visa nosso próprio bem, pois, a partir do momento em que sabemos que a outra pessoa recebeu o bilhete, já nos sentimos mais aliviados. É melhor dizer-lhe directamente, em tom calmo; mas se achamos que não teremos a capacidade de fazê-lo calmamente, podemos preencher um bilhete de paz e entregar-lhe pessoalmente. Mas temos de ter certeza de que a pessoa o receberá antes do prazo final.

O sexto artigo prescreve que não devemos fingir que não estamos zangados. Podemos ser muito orgulhosos e não querer admitir nosso sofrimento. Porém, não devemos dizer: Não estou zangado. Não há motivo para estar zangado. Devemos evitar esconder a verdade. Se estamos zangados, isso é um fato. É uma parte importante do Tratado de Paz. O orgulho não deve ser um obstáculo capaz de destruir nosso relacionamento. Estamos ligados um ao outro, apoiamos um ao outro, somos como irmãos um para o outro. Por que sermos tão orgulhosos? Minha dor deve ser sua dor. Meu sofrimento, o seu sofrimento.

De acordo com o sétimo artigo, enquanto estivermos praticando sentados, caminhando, respirando, olhando profundamente e vivendo nossa vida diária conscientemente, devemos centralizar nossa atenção nos seguintes pontos:

Reconhecer os pontos em que não fomos conscientes ou habilidosos no passado
Ver como ferimos a outra pessoa no passado e reconhecer para nós mesmos: Tenho a energia habitual de me enraivecer e de ferir os outros com muita facilidade
Reconhecer que a principal causa de nossa raiva é a forte semente de raiva depositada em nossa consciência armazenadora que tem o hábito de se manifestar por si mesma. A principal causa de nosso sofrimento não é a outra pessoa. Temos amigos que não se enraivecem tão facilmente. A semente de raiva também existe neles, mas, aparentemente, não é tão forte como a nossa.
Ver que a outra pessoa também está sofrendo e, devido a isto comportou-se com pouco tacto, regando as sementes de raiva existentes em nós. Reconhecemos não ter sido ela a causa principal de nosso sofrimento. Pode ter sido a causa secundária, ou talvez seja erroneamente considerada por nós como a causa secundária – talvez ela não tenha tido a mínima intenção de nos ferir.
Algumas pessoas, quando se zangam, acreditam ingenuamente que, se disserem algo grosseiro a outra pessoa e a fizerem sofrer, sentirão algum alívio. Esta não é uma atitude sábia, mas muita gente a adopta. Então você tem que ver se a outra pessoa não está apenas buscando algum alívio para o seu próprio sofrimento.
Reconhecer que, enquanto a outra pessoa continua a sofrer, não podemos ser verdadeiramente felizes. Quando alguém numa comunidade é infeliz, toda a comunidade é infeliz. Para pararmos de sofrer, temos que ajudar a outra pessoa a parar de sofrer. Todos temos que descobrir maneiras habilidosas de ajudar essa pessoa. Somente quando ela supera seu sofrimento, a felicidade na comunidade será autêntica.
O oitavo artigo nos diz que, se durante o nosso exame de consciência nos dermos conta de nossa falta de tacto e de compreensão, devemos nos desculpar imediatamente. Não devemos permitir que a outra pessoa se sinta culpada por mais tempo. Não há necessidade de esperar até a sexta-feira à noite. Se descobrirmos que ficamos zangados por termos a energia habitual de reagir muito depressa, ou devido a um mal-entendido, temos que procurar a outra pessoa e dizer: “Sinto muito, eu não entendi bem. Fiquei zangado muito depressa e sem qualquer motivo. Por favor, me desculpe”. A pessoa se sentirá aliviada. É melhor por um ponto final no ciclo de sofrimento o mais breve possível.

O nono artigo prescreve que se, ao chegar sexta-feira, não estivermos suficientemente calmos para discutir o assunto, devemos adiar o encontro por mais alguns dias ou mais uma semana. Se não nos sentimos calmos, é porque não chegou o momento de tocar no assunto. Precisamos nos exercitar por mais alguns dias.

Na segunda parte do Tratado de Paz, encontramos cinco artigos concernentes à pessoa que motivou a raiva da outra pessoa. De acordo com o primeiro artigo, quando vemos que a outra pessoa está zangada, devemos respeitar seus sentimentos. Não devemos dizer: Eu não fiz nada e você está zangado. Um sentimento obedece a um ciclo de vida – tem o momento de nascer, algum tempo para viver e depois irá morrendo lentamente. Mesmo que vejamos que a raiva não tem nenhum fundamento, que a pessoa está completamente errada, não a pressionamos para que pare com a raiva imediatamente. Ou a ajudamos, ou a deixamos sozinha para que a sua raiva possa ir morrendo naturalmente.

De acordo com o segundo artigo, após ela ter nos dito que está sofrendo, não devemos forçar uma discussão imediata. Se o fizermos, tudo pode ir por água abaixo. Nós nos atemos ao tratado e aceitamos o encontro na sexta-feira à noite. Nesse ínterim, teremos a oportunidade de fazer um exame profunda da situação. O que foi que eu disse? O que foi que eu fiz para deixá-la zangada?. Enquanto estiver sentado, caminhando, e respirando, procure fazer esse exame de consciência. Essa é a verdadeira meditação.

De acordo com o terceiro artigo, após termos recebido um bilhete de paz, devemos responder imediatamente, dizendo que estaremos lá na sexta-feira à noite. Isso é importante, porque se a pessoa souber que recebemos a mensagem, irá se sentir mais aliviada.

O quarto artigo prescreve que pratiquemos a respiração, refugiando-nos na ilha que existe dentro de nós, a fim de ver três coisas:

Que possuímos as sementes – a energia do hábito – da maldade e da ira. Que já fizemos a outra pessoa infeliz antes. Que o reconhecemos mesmo se agora não nos sentimos culpados por seu sofrimento. Que não devemos ter tanta certeza de não sermos culpados desta vez.
Que podemos estar sofrendo, e achamos que dizendo algo grosseiro à outra pessoa, ficaremos aliviados. Esta é a forma errada de alívio, e temos que reconhecer que procurar esse tipo de alívio é burrice. Que não devemos esperar sofrer menos pelo fato de fazer a outra pessoa sofrer.
Que, fazendo um exame de consciência, veremos que o sofrimento da outra pessoa é o nosso sofrimento. Que se fizermos algo para ajudá-la a parar de sofrer, nós também seremos beneficiados.
O quinto artigo prescreve que se pudermos nos desculpar logo, não devemos esperar. Podemos pegar o telefone e nos comunicar imediatamente, sem tentar justificar ou explicar nada do que dissemos ou fizemos. Uma desculpa directa pode ter um efeito poderoso. Dizemos apenas: Sinto muito. Não tive tacto nem compreensão. Talvez não seja preciso esperar até sexta-feira.

O Tratado de Paz é uma prática de consciencialização. Por favor, examine-o em profundidade e se prepare diligentemente para o momento de assiná-lo. A melhor forma da fazê-lo é na sala de meditação, com o testemunho e o apoio do Sangha. Ao final de um Dia de Consciencialização, perante a comunidade, você se compromete a obedecer os artigos do tratado e a seguir suas regras de todo o coração. Então assina. A menos que você esteja convicto de que vai respeitá-lo, é melhor não assiná-lo. Se você assinar e seguir as regras do Tratado de Paz, você e seu parceiro se beneficiarão, e também todos nós nos beneficiaremos com sua habilidade de lidar com a raiva.

Espero que vocês apoiem a prática do Tratado de Paz, escrevendo artigos e promovendo retiros e palestras sobre a natureza do tratado e sobre como concretizar sua prática. Dessa forma, mesmo as pessoas que não têm nenhuma experiência em meditação podem aprender a beneficiar-se com ela. Acredito que um Tratado de Paz desse tipo pode vir a tornar-se no futuro uma parte importante de nossa prática. Vocês podem querer adicionar-lhe mais artigos, a fim de torná-lo mais adequado às suas condições. Que tenham harmonia e felicidade.

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A água é de todos


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